Se eu pudesse definir tudo que construí indo de lugar a lugar todos esses anos, eu certamente não conseguiria. Encontrei pessoas que me ensinaram valores inestimáveis, descobri culturas que até então não conhecia, fui à lugares lindos, vivi momentos de felicidade plena. No entanto, quando chegava a hora de partir, meu mundo desabava. O meu físico não sofreu tanto com isso, mas meu emocional se abalou.
Eu tive que aprender com o tempo a me adaptar às mudanças, mesmo não querendo, mesmo chorando a cada fim, mesmo me sentindo completamente sem rumo embora tivesse um rumo a seguir. E agora eu sinto que tudo valeu a pena. E continuará valendo, a medida que eu mude, que um fim se aproxime. Porque eu também aprendi que fins são necessários, e que amadurecemos com eles. Porque nada é para sempre, e tudo tem uma ordem natural. Por mais que machuque, o que começa, termina.
Se eu pudesse mudar isso, eu o faria sem exitar. Fazer com que as coisas boas permanecessem intactas mesmo com o passar do tempo. Como um amor eterno, fazer valer o "felizes para sempre".
Mas é impossível alterar o que faz parte do viver. Porque viver é enfrentar as mudanças, sendo elas dolorosas ou não.
Que seja eterno enquanto dure.
outubro 23, 2009
Começo, meio e fim.
Por Roberta Breda às 16:23
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3 comentários:
sério roberts, vou ler TODOS livros q vc escrever, um dia. tá muito bom. Quanto mais eu lia, mais eu ficava arrepiada de emoção.
*--------------* Já tenho uma leitora então :D Te amo x3
já tem duas *-*' você conseguiu fazer eu shorardeemoção *-*'
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