BLOGGER TEMPLATES AND TWITTER BACKGROUNDS »

novembro 25, 2009

Quem é Helen?

Helen não tem foco.
Helen está cansada de se perder e de se procurar.
Helen está cansada de inventar um foco banal.
Helen quer encontrar-se e encontrá-lo.
Helen precisa disso.
Helen quer fazer secar suas lágrimas.
Helen quer sorrir como nunca sorriu.
Helen quer ecoar gritos de socorro.
Helen quer saber para que gritar.
Helen já sabe para que gritar.
Helen acha que não vai valer a pena.
Helen quer apenas encontrar-se e encontrá-lo.
Por que Helen não consegue o que quer?
Será porque Helen não sabe o quer?
Mas Helen sabe o que quer.
Helen quer encontrar em seu interior o foco.
Porque Helen não sabe em que focar.
Helen não tem foco.


Helen só precisa encontrar Helen.
Helen só precisa encontrar seu foco.

novembro 14, 2009

Música, música.

Música. Música. Música. Música. Música. Minha vida é isso.

Mentira! Também tem moda, filmes, livros, utilidades inúteis geradas pelo desenvolvimento tecnológico... e pessoas, dã.
Mas música me tira do sério. É como me meter naquele tão famoso universo paralelo.
Country, heavy metal, rock'n'roll, pop, samba, punk, funk, pagode, hip hop, rap, techno, reggae, e todos os outros ritmos e suas derivações dos quais agora não me lembro.
Os sons me excitam de tal forma, que chega a ser escandaloso. Talvez eu tenha sido uma cantora frustrada em alguma outra vida... Mas, pensando bem, eu não acredito em vidas passadas. Deixa pra lá!
Ok, eu sou louca por música, mas não me venha com Calypso que eu te faço engolir o CD ou o que estiver ao meu alcance! Como todo mundo, eu tenho minhas preferências. Country pra mim é Taylor Swift, só. Eu gosto de McFly, Nickelback, Coldplay, Demi Lovato, Chris Daughtry, RBD, Chris Brown, Miley Cyrus... Mas Calypso, pagode, funk "proibidão", stronda (risos) music? NÃO!
Eu me pergunto como alguém consegue ouvir qualquer coisa dessas. É tão... crime musical! Quer dizer, eu posso chamar isso de música? Não seria melhor: conjunto não-harmônico de notas musicais acompanhado de voz(es) desafinada(s) cacarejando letras terríveis e/ou previsíveis? Daí meu lado moralista me lembra que também tem muita gente que sente ânsia ao ouvir "os rebeldes", e eu finalmente percebo que esse tal lado moralista me deixou no vácuo.
Respeitar gostos alheios é o que há. Uma frase clichê e com sentido.

Pois é, devo guardar meus "temores musicais" para mim mesma. Ou postar aqui no blog. HÁ!

novembro 07, 2009

Nowhere's perfect.

Sinto-me desprendida e deslocada. Às vezes.
O que fazer quando não nos interessamos por nada, quando nenhuma pessoa nos satisfaz? Eu olho em volta e vejo tanta futilidade, tanta estupidez. É enojante encarar a realidade dos fatos.
Não desisti da humanidade. Não, mesmo esse formigueiro humano onde moro não sendo tão evoluído psicologicamente quanto o resto do mundo. Não vivo na terra dos retardados. Só lamento que uma parcela considerável do povo dessa cidade interiorana ainda aja e pense pré-historicamente - ou, pra não exagerar, como no século passado.
Fofocas ácidas envolvendo os populares e seus egos insuportáveis, principalmente. Todo mundo sabe da vida de todo mundo. Todo mundo destila seu veneno em todo mundo. E ainda assim mantêm seus sorrisinhos encantadoramente forjados, e descaradamente falsos.
Não sou uma iludida que acredita que nos outros lugares não haja tudo isso, mas aqui é tudo muito delineado, tudo muito perceptível. Chega a ser engraçado.
Mas sem dramas, Roberta. Porque aqui tem coisa boa sim! E eu preciso enfatizar que a frase que melhor explica o que se passa no meu sistema é: "Quando a noite se vê mais escura, é que já vai sair o sol." Dulce María.
Sempre que eu fico depressiva, querendo mandar tudo pro inferno, tem um dia seguinte. E aí eu encontro, lá naquele colégio que é sim de retardados, as pessoas que ainda me fazem sorrir e gostar daqui.
Nenhum lugar é perfeito, eu sei disso. Mentalizando... Nenhum lugar é perfeito... Nenhum lugar é perfeito...

Mesmo com as caras amassadas, olheiras profundas, humor negro e cabelos estilo "rei-leão", eles conseguem animar minhas manhãs nubladas na cidade mais insuportável - ou suportável - do mundo.