Sinto-me desprendida e deslocada. Às vezes.
O que fazer quando não nos interessamos por nada, quando nenhuma pessoa nos satisfaz? Eu olho em volta e vejo tanta futilidade, tanta estupidez. É enojante encarar a realidade dos fatos.
Não desisti da humanidade. Não, mesmo esse formigueiro humano onde moro não sendo tão evoluído psicologicamente quanto o resto do mundo. Não vivo na terra dos retardados. Só lamento que uma parcela considerável do povo dessa cidade interiorana ainda aja e pense pré-historicamente - ou, pra não exagerar, como no século passado.
Fofocas ácidas envolvendo os populares e seus egos insuportáveis, principalmente. Todo mundo sabe da vida de todo mundo. Todo mundo destila seu veneno em todo mundo. E ainda assim mantêm seus sorrisinhos encantadoramente forjados, e descaradamente falsos.
Não sou uma iludida que acredita que nos outros lugares não haja tudo isso, mas aqui é tudo muito delineado, tudo muito perceptível. Chega a ser engraçado.
Mas sem dramas, Roberta. Porque aqui tem coisa boa sim! E eu preciso enfatizar que a frase que melhor explica o que se passa no meu sistema é: "Quando a noite se vê mais escura, é que já vai sair o sol." Dulce María.
Sempre que eu fico depressiva, querendo mandar tudo pro inferno, tem um dia seguinte. E aí eu encontro, lá naquele colégio que é sim de retardados, as pessoas que ainda me fazem sorrir e gostar daqui.
Nenhum lugar é perfeito, eu sei disso. Mentalizando... Nenhum lugar é perfeito... Nenhum lugar é perfeito...
Mesmo com as caras amassadas, olheiras profundas, humor negro e cabelos estilo "rei-leão", eles conseguem animar minhas manhãs nubladas na cidade mais insuportável - ou suportável - do mundo.
novembro 07, 2009
Nowhere's perfect.
Por Roberta Breda às 01:20
Assinar:
Postar comentários (Atom)

3 comentários:
aiin que liindo roberta,quando sai o livro ?*-*
tu manda muito ! boa sorte com o Best Seller ;*
*-* eu te faço alegre. AUHUHAUHAUHAUH. muito lindo.
Postar um comentário